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Meus textos de 2007.. “descobrimos que éramos muito mais do que SOMOS.”

22 jul

Sempre com o novo chega a espectativa de melhoras ou, pelo menos, uma chance de mundança.
Sem a inovação os anos perderiam a graça, não se acreditaria em coisas absurdas mas possiveis e o conformismo.
É deixando o velho de lado que se abre espaço para poder criar, mas também não precisamos deixar o velho para trás.
O velho é reconfortante e bonito, um mecanismo humano em só armazenar boas recordações que libera a nostalgia.
O velho se veste pelas ruas da cidade e o novo é na cabeça.
A básica diferença, talvez, pro mundo se tornar no que é hoje.
Talvez ainda não esteja na hora de tornar o velho ultrapassado.
01/12/2007

Ele veio andando em nossa direção.
Ele veio andando em minha direção.
Achei que ele ia me pedir cigarro.
Achei que ele ia miar pedindo comida.
Mas não.
Mas não.
Até que ele veio bem simpatico.
Até que ele veio simpatico.
E conversou.
Miou.
E sentou procurando incenso.
E sentou procurando aconchego.
Um presente.
Uma lambida.
Amarra de paraquedista no meu sapato.
Arranhão no pé.
Um personagem.
Um mito.
Ficou por uns 30 minutos.
Ficou por uns 30 segundos.

Por que não ficou mais?
18/01/2007

Ele mia tão alto agora que perdeu os outros.
Os dois , numa semana só.
E eu epnsava “é o Peter!” , mas não. Era aquele que nunca abria a boca. Aquele que agora vai no quintal todas as noites se confortar na grama em que os outros deitavam. E olha a piscina , a mesa, e se deita.
Volta para dentro, eu me preocupo em ve-lo assim. Sob a luz verde do abajur ele se deita e eu digo “é o Peter!”, mas não.
Foi assim com o Sid também, mas agora é diferente.
Ele perdeu os dois e agora só tem a nós, que nem pra entende-lo servimos .

Estou feliz por ainda te-lo comigo.

26/01/2007

Meu interior não se exalta.
Sou como o mar sereno que, sem sinais da tempestade,muda;
ou simplismente pavoroso.
Como um gole ardido de whiski seguido do trago amargo da sua detestável marca de cigarro.
Ou como aquelas pessoas que te arrancam a inspiração. No melhor momento a idéia voa.

Como a felicidade que chega nos piores momentos, ou como a mudança desse ‘pior’ para o ‘melhor’.
Mas acima de tudo como a conformidade das coisas.

É como criar sua obra-prima e ela ser publicada com o nome do seu pior inimigo.
Criador e criatura não se aceitam nem nos melhores filmes, por que seria diferente agora?
Não aceitar não quer dizer não mudar
.

06/05/2007